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06/02/2014

Profissionais em MG são vistos sem equipamento de segurança.



Fonte: G1

Juiz de Fora/MG- Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) devem ser usados por todos os trabalhadores que exercem funções de risco. Mas em Juiz de Fora, funcionários do setor público foram flagrados desrespeitando a resolução do Ministério do Trabalho. A Prefeitura informou que irá implantar um Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) na Secretaria de Obras.

Os trabalhadores da Secretaria de Obras foram flagrados trabalhando na Rua Eugênio Fontainha, no Bairro Manoel Honório, sem capacete, óculos, luva ou máscaras de proteção. Um homem que preferiu não se identificar denunciou a falta de equipamentos adequados. "Nós temos só dois macacões no caminhão para dez pessoas", delatou. Outro servidor também reclamou por ter que se expor a tantos riscos. "Tem buraco de cinco, seis metros de fundura e não temos equipamento para trabalhar, não tem luva, não tem uniforme adequado, não tem nada. Trabalhamos com roupa normal nossa mesmo", contou.

Um caminhão do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) foi flagrado passando no Bairro Bom Pastor e nenhum dos coletores usava o equipamento. Mas no departamento há diversos equipamentos individuais de proteção e já foi realizado um pedido para a aquisição de mais 2.500 luvas. Por escolha própria, o gari Patrício Leopoldo realiza a limpeza da cidade sem o uso das luvas. "Eu tenho alergia. Quando a luva de couro molha, ela solta um química, uma soda cáustica, que eles põem para curtir o couro. Aí a minha mão sua e começa a descascar, aí fica difícil para mim", explicou.

O diretor geral do Demlurb, André Zatorre, reconhece a dificuldade em conscientizar os servidores. Em média, são cinco acidentes por mês. "Nós nos preocupamos em adquirir outro material, uma luva de couro e também de pano, com uma flexibilidade. Então nós atendemos todas as situações. O material está disponível a todos os servidores e procuramos também fazer a fiscalização da forma mais eficiente possível", disse.

A fiscalização sobre o uso dos equipamentos também é de responsabilidade do Demlurb, mas as ferramentas de controle utilizadas ainda não garantem a adesão dos trabalhadores. "Nós fizemos em novembro do ano passado um curso com todos os servidores do Demlurb para que eles estejam comprometidos com esta causa de usar o material que disponibilizamos", falou André Zatorre.

Poucos profissionais

Na Prefeitura existem quatro técnicos e engenheiros especializados em Segurança do Trabalho para atender a todas as secretarias. O presidente do Sindicado dos Servidores Públicos Municipais, Amarildo Romanazzi, disse que esse número é insuficiente. "Pela dimensão da Prefeitura, teria que ter muito mais agentes. O Demlurb só tem um técnico e a Empresa de Pavimentação Urbana (Empav) tem dois. A Secretaria de Obras que é bem maior e mais complexa que o Demlurb, não tem nenhum técnico. Por lei, ela teria que ter, no mínimo, quatro técnicos, pelo risco da construção civil. E não tem ninguém para orientar o trabalho. A Casa do Servidor também está com carência de técnico", contou.

A Secretaria de Obras garante que oferece todos os EPI’s exigidos por lei. Mas, segundo o secretário de Obras, Amaury Couri, há uma grande resistência dos trabalhadores em usar os equipamentos no dia a dia. Ele informou que os técnicos de Segurança do Trabalho do Departamento de Ambiência Organizacional (Damor) atendem bem as demandas da Secretaria, mas reconheceu a necessidade de aprimorar o controle.

"Nós temos material para tudo que é exigido e está à disposição para todos. Mas nós reconhecemos que eles são resistentes ao uso dos equipamentos, principalmente o capacete, que eles não gostam. Estamos fazendo um trabalho para disponibilizar um técnico que fique na Secretaria de Obras. Hoje já são feitas palestras, de tempo em tempo, motivando o pessoal a usar os equipamentos", informou Amaury Couri.

A Secretaria de Administração e Recursos Humanos de Juiz de Fora informou que irá implantar um Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) na Secretaria de Obras. Mas a proposta ainda está em fase inicial de estudo e não há data prevista para a conclusão.

 







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